Depois de um 2025 histórico, em que celebrou sua primeira década de existência, o Unicorns entra em 2026 com uma meta clara: consolidar o crescimento acelerado dos últimos anos. “Depois de um ano tão incrível como foi 2025, quando completamos 10 anos, fica difícil pensar em algo ainda maior”, afirma o presidente do clube, Filipe Marquezin. Segundo ele, o foco agora é fortalecer a base que transformou a equipe em referência no cenário esportivo LGBTQIA+ de São Paulo.
A prioridade inclui ampliar e estabilizar ações que já fazem parte da rotina esportiva da comunidade. “Queremos consolidar o que foi feito, especialmente nos últimos dois anos, quando demos um boom ainda maior”, explica Marquezin. Entre as iniciativas estão novas edições da Copa Unicorns — incluindo a possibilidade de entrada de mais modalidades — e a expansão das escolinhas esportivas, que ganharam força em 2025.
Atualmente, o Unicorns mantém 13 turmas de vôlei e projeta aumentar também as turmas da Escolinha de Futebol, com foco no desenvolvimento de novos atletas. Os times competitivos de vôlei e futebol também seguem como prioridade. “Esperamos que consigamos resultados ainda melhores que os de 2025”, diz o presidente.
A programação semanal, já parte da vida de dezenas de atletas amadores, deve permanecer praticamente inalterada. A única mudança concreta é uma novidade aguardada: a criação de uma nova turma da Escolinha de Vôlei aos domingos, às 10h, no Madre Cabrini. Além disso, o tradicional bate-bola, antes focado apenas no futebol, agora também acontece com vôlei todas as quartas-feiras, às 22h, no mesmo local. “Nada muda, só cresce”, brinca Marquezin.
O calendário competitivo é outra frente de expansão. “Com certeza teremos novos campeonatos. A Copa Unicorns vai rolar outras vezes, e queremos levar para mais modalidades”, garante. Uma das perguntas mais feitas pelos participantes e fãs é sobre o retorno do True Colors, um dos eventos esportivo-festivos mais emblemáticos do clube. “É uma dúvida cruel. Precisamos de um grande patrocinador. Aloow, marcas”, diz Marquezin, reafirmando que a organização está em busca de parceiros.
Sobre a entrada do vôlei de areia no cronograma oficial, o presidente responde com humor: “Já respondi, não?”, indicando que sim — a modalidade está no radar e deve ganhar espaço. No tema expansão, Marquezin revela ainda que o Unicorns está estudando novas frentes, incluindo a implementação de Defesa Pessoal, um projeto descrito como “bem bacana” e em fase de desenvolvimento.
Entre consolidação e ambição, o espírito que guiou o Unicorns até aqui permanece. “O que queremos é continuar crescendo com responsabilidade, fortalecer nossa comunidade e criar ainda mais espaços seguros e divertidos para quem ama esporte”, resume Filipe.
Depois de dez anos marcados por conquistas esportivas e sociais, o Unicorns entra em 2026 com confiança e pés firmes na quadra — pronto para jogar mais alto, mesmo quando diz querer “apenas consolidar”. Porque, no Unicorns, consolidar já significa sonhar grande.


