O ator Edu Rosa, conhecido por seu trabalho recente na série Tremembé, é o protagonista da nova campanha de uniformes do Unicorns Brazil, coletivo esportivo LGBTQIA+ sediado em São Paulo. Fotografada por Olavo Martins, a campanha marca o relançamento das peças em verde e amarelo — cores que, segundo o grupo, passam por um processo de ressignificação.
A iniciativa surge em um momento simbólico: a Parada do Orgulho LGBTQIA+ de São Paulo ocorre na mesma semana de abertura da Copa do Mundo, aproximando dois eventos de grande mobilização popular. A proposta do Unicorns é justamente ocupar esse espaço coletivo, tradicionalmente associado ao futebol e à identidade nacional, a partir de uma perspectiva inclusiva.
“Reivindicar essas cores, que por muitos anos foram associadas à extrema direita, também é um ato político e cultural”, afirma Filipe Marquezin, fundador do Unicorns Brazil. Para ele, o uso do verde e amarelo pelo coletivo busca deslocar o significado recente desses símbolos e recolocá-los em um campo mais amplo, ligado à diversidade e à convivência.
A campanha também dialoga com o espaço urbano. A Avenida Paulista, palco central da Parada, é citada como território de disputa simbólica. “A ideia é retomar essas cores como expressão de pertencimento. Deixar a Paulista verde e amarela a nosso favor, como nunca deveria ter deixado de ser”, diz Olavo Martins, diretor criativo do projeto e editor da Unicorns Zine.
Além de protagonizar as imagens, Edu Rosa participa de atividades com o grupo como parte de um processo de preparação para um novo personagem. O ator tem frequentado treinos na escolinha de futebol do coletivo, em um tipo de imersão que mistura pesquisa de campo e experiência prática. O projeto ainda não foi anunciado oficialmente.
Mais do que peças esportivas, os novos uniformes são apresentados como um gesto de reposicionamento simbólico. Ao associar o esporte à vivência LGBTQIA+, o Unicorns Brazil reforça o papel do futebol como espaço possível de encontro, afeto e visibilidade — tensionando, ao mesmo tempo, estruturas historicamente marcadas pela exclusão.







