DO TEMPERO DA INFÂNCIA À VITÓRIA NA TV: A EMOCIONANTE HISTÓRIA DO INTEGRANTE DO UNICORNS QUE CONQUISTOU O JOGO DE PANELAS

Algumas vitórias vão muito além de um troféu. Para um dos integrantes do Unicorns, vencer o Jogo de Panelas, quadro do programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga, significou honrar uma promessa, celebrar suas raízes e transformar um dos momentos mais difíceis da sua vida em uma lembrança de superação.

Produtor de eventos apaixonado por live marketing, fã de looks marcantes e de sapatos com design futurista, ele se define como alguém inquieto, que está sempre inventando um motivo para reunir os amigos em volta de uma boa mesa. Mas sua relação com a gastronomia começou muito antes das câmeras.

Sendo o oitavo filho de uma mãe solo, aprendeu ainda criança que cozinhar era também uma forma de cuidar da família.

“Enquanto minha mãe trabalhava, eu e meus irmãos dividíamos as tarefas da casa. A cozinha foi o que mais me fascinou. Gostava de transformar o pouco que tínhamos em algo gostoso e diferente. Comecei aos 12 anos e nunca mais parei.”

A paixão pela culinária baiana fez com que ele tentasse diversas vezes entrar no Jogo de Panelas. Depois de várias negativas, finalmente veio a ligação da produção. Ou melhor… várias ligações.

“Eu desliguei o telefone e ignorei as mensagens no WhatsApp porque achei que era golpe. Quando finalmente falaram comigo, pensei: ‘Jesus amado… vou cozinhar para a Ana Maria Braga!'”

Na época, ele trabalhava preparando comida baiana por encomenda e viu no programa a oportunidade perfeita para apresentar os sabores da sua terra para o Brasil.

Cozinhar sob pressão

Se para quem assiste parece desafiador, imagine preparar um cardápio complexo cercado por câmeras.

O maior desafio foi administrar o tempo.

“Meu menu tinha muitos ingredientes e ainda inventei de fazer uma sobremesa que eu nunca tinha preparado na vida. Nem receita parecida existia na internet.”

Nem tudo saiu como planejado. Um dos bastidores que nunca apareceu na televisão foi um verdadeiro pesadelo para qualquer cozinheiro.

“Minha pia entupiu durante a gravação. Não tinha santo que resolvesse. Fiquei morrendo de vergonha e muito nervoso.”

Sobre os concorrentes, ele responde sem rodeios e com muito bom humor.

“Dos quatro participantes, só não gostei de um. Ele falava muito, era bem ‘cricri’… e no fim não sabia cozinhar nada.”

Quando a competição virou uma missão

O programa ganhou um significado completamente diferente durante as gravações.

Enquanto participava da competição, sua mãe enfrentava a fase mais delicada da batalha contra um câncer. Os gastos com exames e procedimentos consumiram todas as economias da família e, em determinado momento, ele chegou a pensar em desistir.

Foi então que recebeu aquele que seria o último pedido da mãe.

“Ela pediu para que eu continuasse porque tinha certeza de que eu venceria. Foi a última vez que conseguiu falar comigo.”

Ele decidiu seguir em frente.

Pouco tempo depois das gravações, sua mãe faleceu.

Quando ouviu seu nome como vencedor, nenhuma comemoração veio antes das lembranças.

“Naquele momento só consegui pensar nela. Foi uma enxurrada de sentimentos. Eu ainda estava vivendo o luto, mas percebi que todo o esforço tinha valido a pena.”

Muito além da televisão

Depois da vitória, sua carreira na gastronomia ganhou novos caminhos. Hoje trabalha como personal chef com foco na culinária brasileira e passou a cozinhar ainda mais pratos típicos.

Mas ele faz questão de dizer que nunca atravessou esse período sozinho.

“O Unicorns viveu tudo isso comigo. Estavam presentes desde o início das gravações, acompanharam a batalha da minha mãe e me ajudaram de todas as formas possíveis. Quando veio a vitória, foi uma festa de todo mundo.”

Para ele, cozinhar e jogar em equipe têm muito mais em comum do que parece.

“Cada ingrediente tem uma característica própria, um jeito certo de ser preparado. No Unicorns acontece a mesma coisa: cada pessoa tem seu papel e, quando tudo funciona junto, o resultado é um grande time… ou um grande prato.”

Bahia no coração

Questionado sobre qual prato melhor representa sua personalidade, a resposta veio sem pensar.

Caruru.

“Tem muitos ingredientes, exige cuidado em cada etapa e carrega ancestralidade.”

Já o sonho para o futuro também passa pela cozinha.

Abrir um restaurante de comida baiana, intimista, que faça as pessoas sentirem a lembrança de um verão em alguma praia da Bahia.

E, claro, ele deixa uma possibilidade no ar.

“Quem sabe um BBB? Heita!”

Pingue-pongue

Ingrediente indispensável: Coentro

Ingrediente que evita: Alecrim

Prato favorito: Caruru

Sobremesa favorita: Cocada cremosa

Chef que admira: Dayse Paparoto

Melhor elogio que já recebeu: “Sua comida me fez lembrar da minha mãe.”

Convidado para um jantar dos sonhos: “Um boy.” (risos)

Uma palavra para definir o Jogo de Panelas: Reviravolta.

Para quem sonha em participar de um reality…

Antes de terminar a conversa, ele deixa um conselho para quem ainda tem medo de tentar.

“Se joga. Não pensa negativo. Vai. O máximo que pode acontecer é você tentar de novo.”

Descubra mais sobre UNICORNS ZINE

Assine agora mesmo para continuar lendo e ter acesso ao arquivo completo.

Continuar lendo