Esqueça por um momento aquela imagem do yoga como uma prática silenciosa, extremamente técnica e reservada apenas a pessoas flexíveis. Para o professor do Yoga Unicorns, a prática pode ser também um espaço de liberdade, encontro, prazer e pertencimento. É justamente essa ideia que estará no centro da próxima experiência do Yoga Unicorns, que leva o Hatha-Vinyasa para um rooftop, acompanhado por música, pôr do sol e Aperol Spritz. Uma proposta que mistura movimento e celebração sem exigir experiência prévia ou qualquer habilidade especial.
“Quero criar um ambiente leve, descontraído e livre de dogmas e preconceitos. A ideia é sair um pouco do lugar tradicional do yoga e mostrar que a prática também pode ser sobre celebrar, se divertir e estar presente com outras pessoas.”

Essa maneira de enxergar o yoga é resultado de uma trajetória que começou bem longe de São Paulo. O primeiro contato com a prática aconteceu em 2018, quando ele trabalhava na recepção e administração da Crunch Fitness, em Sydney, na Austrália. Foi ali que conheceu o Hot Yoga e começou a praticar semanalmente. A motivação, naquele momento, era essencialmente física. Ele queria perder peso, mas o que começou como exercício acabou abrindo espaço para algo muito maior. “Não imaginava que aquela prática acabaria provocando um despertar espiritual e um processo muito profundo de autoconhecimento.”

Dois anos depois, ao precisar renovar seu visto para continuar na Austrália, escolheu estudar Yoga formalmente. A formação baseada em Hatha o colocou em contato com professores de diferentes países e vertentes, passando pelo Yoga clássico, Vinyasa, Hatha e Ashtanga. Também aprofundou os estudos de meditação dentro da Kundalini Tantra e, em 2022, teve a oportunidade de ensinar Filosofia do Yoga em uma faculdade de Sydney para alunos que estavam se formando como professores.
A experiência ajudou a construir uma visão própria sobre a prática, menos preocupada em seguir uma única escola e mais interessada no que o yoga pode provocar individualmente em cada pessoa. “O que eu mais gosto de transmitir é a ideia de que você não precisa mudar quem você é para ter acesso a práticas espirituais.” Para ele, o yoga pode ser uma ferramenta de autoconhecimento sem exigir que alguém se encaixe em determinado padrão de corpo, comportamento ou crença. A ideia é que exista espaço para cada pessoa exatamente como ela é.
Essa visão também ajuda a derrubar uma das barreiras mais comuns entre quem nunca experimentou uma aula: a sensação de não ter flexibilidade suficiente. “Yoga é para todos os corpos e para todo mundo. Você não precisa chegar flexível para praticar yoga.” Mobilidade, flexibilidade e consciência corporal são construídas ao longo da prática, respeitando os limites e as possibilidades de cada corpo.
É com esse pensamento que ele prepara a experiência especial do Yoga Unicorns. A prática escolhida será o Hatha-Vinyasa, combinação que reúne momentos de maior permanência nas posturas com sequências mais fluidas, sincronizadas com a respiração. “Gosto muito dessa combinação porque ela permite que a prática tenha força, presença e, ao mesmo tempo, liberdade de movimento.”
A aula foi pensada para reunir no mesmo espaço quem nunca colocou os pés em um tapete e quem já pratica há anos. Não existe a expectativa de acompanhar o colega ao lado ou executar uma postura perfeita. Cada participante poderá encontrar seu próprio ritmo e adaptar os movimentos ao corpo e ao momento. “Para mim, o mais importante não é executar uma postura perfeita, mas criar um espaço em que todo mundo se sinta confortável, incluído e livre para experimentar. No Yoga Unicorns, a gente pratica junto, mas cada pessoa vive a sua própria prática.”
No rooftop, essa filosofia ganha uma atmosfera diferente. Em vez de simplesmente reproduzir uma aula convencional em outro endereço, a proposta é construir uma experiência coletiva em que yoga, música, movimento, encontro, Aperol Spritz e pôr do sol façam parte de uma mesma narrativa. A música terá um papel importante nesse percurso, começando de maneira mais conectada ao corpo e acompanhando a transformação da energia ao longo da prática. Aos poucos, a experiência ganha mais liberdade e celebração. “A ideia é que música, movimento e encontro se misturem de uma forma muito orgânica.”
O coletivo também é parte fundamental dessa construção. Para o professor, quando várias pessoas dividem uma prática, algo muda. “Você chega com a sua própria história, mas, por alguns momentos, compartilha presença, movimento e intenção com todo mundo ao redor.” É nesse ponto que o yoga começa a ultrapassar o tapete e passa a ser também sobre encontros, conexões e pertencimento.
Para quem ainda olha para tudo isso e pensa que yoga talvez não seja para si, o convite é simples: experimente antes de decidir. “Não precisa saber fazer as posturas, não precisa ser flexível e não precisa entender nada de yoga antes de chegar. Basta estar aberto para experimentar. Tenho certeza de que você pode se surpreender com o que uma primeira prática já pode despertar.”
Além dos benefícios físicos, ele acredita que uma boa prática pode despertar presença, consciência e uma relação mais profunda consigo mesmo. Pode mudar a maneira como percebemos emoções e limites e, principalmente, criar um momento em que estar presente seja mais importante do que fazer tudo certo. Essa talvez seja a melhor maneira de entender o que o Yoga Unicorns está preparando. Ninguém precisa chegar sabendo fazer yoga, ninguém precisa performar e ninguém precisa executar a postura perfeita. Precisa apenas chegar disposto a viver a experiência.
Algumas surpresas estão sendo preparadas, mas ele prefere não revelar muito. “Vai ter movimento, música, pôr do sol, encontros e algumas coisas que fogem um pouco do que as pessoas normalmente esperam de uma aula de yoga. O restante, vocês vão ter que descobrir no rooftop.”
No fim, a expectativa é que cada pessoa saia dali mais leve do que chegou, com o corpo desperto, a cabeça mais tranquila e a sensação de ter compartilhado algo especial. Mais do que uma aula para ser concluída, a intenção é criar uma memória. “Se alguém sair pensando ‘eu precisava viver isso’, para mim, a experiência já cumpriu seu propósito.”
Quando pedimos que ele resumisse em apenas três palavras aquilo que está sendo preparado, a resposta também acabou se tornando o melhor convite para quem ainda está em dúvida: liberdade, presença e celebração.
O próximo Yoga Unicorns é um convite para viver a prática de outro jeito. Não importa se será sua primeira aula ou se o yoga já faz parte da sua rotina. Música, movimento, rooftop, pôr do sol e encontros fazem parte dessa experiência. As vagas são limitadas. Garanta sua inscrição e venha descobrir o que acontece quando o yoga sai do lugar esperado.

